terça-feira, março 21, 2006

Era como se o amor doesse em paz.


E quando acreditei que a vida tinha me presenteado com tudo de mais lindo e brilhante no ultimo final de semana, ela continuou na chegada do outono com um cenário de Vinicius e Tom, numa Ipanema anoitecendo. Minha segunda feira terminou com muita PAZ E AMOR na esquina da Garcia d'Ávila com Nascimento Silva.

Rua Nascimento Silva, cento e sete,
Você ensinando para Elizete
As canções da canção do amor demais.

Lembra que tempo feliz, ah!
Que saudade, Ipanema era só felicidade,
Era como se o amor doesse em paz.

Mas a famosa garota nem sabia
A que ponto a cidade turvaria
Esse Rio de amor que se perdeu

Mesmo a tristeza da gente era mais bela
E além disso se via da janela
Um cantinho do céu e o Redentor
É meu amigo só resta uma certeza:
É preciso acabar com essa tristeza,
É preciso inventar de novo o amor.

quinta-feira, março 09, 2006

Dobrý Den


Depois que partira de Český Krumlov* deixara marcas.
Sinto-me à vontade e segura em escrever essa carta contando-lhe um pouco mais. Esse mês completará um ano, e posso dizer : não sou a mesma. Os cafés dessa cidade e os momentos parecem não sustentar a temperatura atual, há duas semanas fui de vlak* à Prague*, como foi bom relembrar os momentos que tivemos nesse trem, sentada no mesmo lugar (aquele que você gostava) cheguei a ter vontade de ir ao seu encontro, pensamentos como esse me tomam de alguma forma, mas logo voltei a sensatez de imaginar a sua reação ao me vir e com isso matar a esperança que ainda resta. As coisas estão mais calmas, sinto-me mais leve, não posso deixar de lhe contar que ainda tenho relutado ao novo e desconhecido. Tenho me trancado e cortado o “tal mal” pela raiz, correndo antes de experimentá-lo, sofrido o ilusionismo às claras, ilusionismo esse que não o culpo pois me acompanha sempre e em tudo que anseio, dou asas à imaginação e vou.
Rodin disse: O Tempo respeita o que a gente faz com ele. Eu respeito o que sinto por você.

Mam se dobre

Pusa...


Český Krumlov Sul da Bohemia (Czech Republic)
Vlak (Trem)
Prague (Capital - Czech Republic)

terça-feira, fevereiro 14, 2006

A Facilidade com que perdemos a vida.


Reparos (irreparáveis) Ser (não ser) Ter(perder)Tocável (intocável) Ilusão (desilusão) Amar (desamar)

Nem o ano com apenas dois meses representa expectativas de que dias melhores virão.
Embora saibamos que a vida continua...vivemos uma lacuna de espera que se resume em sofrimento.

Por mais que desejamos o contrário, a vida é um circuito independente com o final quase desejado entalado na garganta e não desce, uma espécie de “dançando no escuro” adaptado pra vida.

Sobre isso percebi que você não perde tempo com a vida...e sim, perde a vida com o tempo.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Ser Céu.


" A árvore deve tocar o céu e viver dos seus
ventos e do sol, sem jamais destacar as
raízes da terra, que lhe dá lugar e existência.
Ser Céu enquanto se caminha na Terra"

Antonio Meneghetti
A arte de viver dos Sábios
(Ontopsicologia)

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Salamalekum


Ahlam wasa Ahlam
Salamalekum!
Heidi mamlaket
As salem
Alah, mana

Entre!
Seja bem-vindo!
Este reino é de paz
Deus está aqui!


Todas às mães Árabes e Judias.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

2006: Achar (mais) razão para viver.


Já cantava meu grande Tim Maia, com aquela voz invejável:

E na vida a gente tem que entender
Que um nasce pra sofrer
Enquanto o outro ri
Mas quem sofre sempre tem que procurar
Pelo menos vir achar
Razão para viver...

Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar.

Ah, se o mundo inteiro me pudesse ouvir...

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Don't Worry, Be Happy!!!


Cheguei ao estágio final, o ano secou no mesmo tempo que eu, faltam mais nove dias, para dizer tchau as coisas e sim as pessoas
Comecei pela cabeça, onde está a maioria e a causa delas...
Com os olhos fechados, forçando aos poucos, desligando e acreditando na promessa sussurrada do inconsciente: diga sim a nova vida...
Levo o pedaço bom, desse ano esgotado, para o que está chegando; peguei com a mão direita (dá mais segurança) coloquei dentro do bolso, para senti-lo entre meus dedos quando a saudade bater.

E a canção para recepcionar 2006: Don't Worry, Be Happy!!!

terça-feira, dezembro 13, 2005

A dor que fica nessa parada.



Nos três últimos escritos, uso e abuso da dor, não sei se é amar o que corrói, sei que deu no que falar, um chama de S&M, outro acha que é falta devassadora, não é completude é uma dorzinha boa... depois dessa reação coletiva, volto a escrever, amor que dói nasceu comigo, mesmo na contramão, muitas vezes tenho saudades de mim, quando lembro de alguns. Os mais dolorosos (aqueles que por isso foram bons) mistura a dor e a alegria em recordar... tenho a estranha mania de ter fé na vida, aquela fé que Maria, Maria é um dom, tem.

Sei que o último amor me fez rir quando eu deveria de fato ter chorado.
É tão bom relembrar a voz essa que vai sumindo com o tempo, mas o cheiro está aqui, como o abraço quente e demorado que ele tem, às vezes procuro a foto pra não esquecer do rosto e do olhar, é isso também dói, mais uma vez: só é bom se doer...

Amor é degustação às cegas... dizem que parente a gente não escolhe... amor tampouco... esse chega sem dar aviso e vai também.

Bom papo foi o que tive no final da tarde de ontem, ouvi: é melhor chegar ao fim da vida com uns pedaços comidos por traça do que intacto.

terça-feira, novembro 08, 2005

ADIAR, não deixar...



Dói e como dói, ter que adiar a vida mais uma vez, chutá-la pra frente, deixando-a me levar, assim como quem não controla a proa do barco e se perde no mar.

Não querendo me conhecer mais, por que aí sim, saber quem eu sou me fará entender o resultado. O tempo todo me policiando, não xingue aquele, não mande esse, não discuta com ela, agradeça o outro e sorria; é mais fácil assim, explodir pra que ? Ninguém é cem por cento, por que eu tenho que ser? Espera mais um pouco...

Vivo em tantos lugares, essa ânsia de botar tudo em prática, conhecer sítios diferentes, sentir cheiro atravessar o atlântico e por fim ser feliz.

Veja, escrevi: VIVO e vivo mesmo, pois cheguei a conclusão, que morar é diferente de viver, por isso aceitei adiar, leia bem: ADIAR, não deixar...por enquanto moro aqui, mas vivo lá.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Vá ao Exquisito e saia Exquisita(o).


A intenção era papear, até sentar e tomar a primeira caipirinha (não sei porque comecei por ela)... aí veio o chopsss..... Prost...Prost... Prost... Prost... Prost... Prost... Prost... Prost...yaaaa...e aquela rodadinha de pescoço e vira a caneca!

Comecei a ficar dependente do ombro ao meu lado, ainda bem que essa é irmã, e sabia que seguraria a bronca, embora “quase” inconsciente me sentia como se estivesse na minha cama.(nessa altura até o barman é seguro, só você que não se dá conta).

Lembro da ultima caipirinha pedida, só não recordo de ter tomado ou até mesmo se veio. Depois disso o mundo apagou, existe uma madrugada dos meus 23 anos que ficou pela metade; essa...
Acordei no banco de trás do meu carro me perguntando: como você conseguiu chegar até aqui? A resposta foi de imediato, a garagem não era a minha. Logo, veio outra pergunta: por qual motivo não me lavaram pra cama.(no bom sentido é claro..não que o outro seja mal...enfim...)

Painel marcava: 7:43h Matinal, reunião às 09:30h (também matinal e no feriado).. voltei a dormir, com aquela voz de preocupação; acordei no susto....Também, não me recordo quem abriu o portão, sei que berrei com a Jade (Rottweiler)... consciente não faria isso.

Estou agora ouvindo os comentários de como mudo quando bebo... Só pra ressaltar a minha falta de afinidade com o álcool, eu não sei beber

E pra finalizar, respondo a sua pergunta: meu engove foi a logística.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Vendo príncipes, não sapinhos



-Por favor, me veja um chocolate quente e dois pães de queijo.
Um Senhor ao meu lado...pede um café sem açúcar , fixa os olhos nos sapos de pelúcia que estão a venda, sobre o balcão.
Pergunta a moça: qual o preço?
- R$ 40,00 Sr.
- Muito caro!!! um sapo R$ 40,00???
- Sim, esse é o valor Sr.
- Mas – disse eu. - Esse sapo vira príncipe...
Gargalhadas...
- Quero um...
O que um pai não faz, para casar uma filha...

terça-feira, setembro 13, 2005

Espirros e Touradas.


Hemingway, très foi seu amor pelas touradas.

Vejo essa fiesta, com olhos femininos, acompanhada da piedade infantil que ainda não me foi levada.

Enriqueci esse amor pela vida, pelos detalhes que há nela. Aprendi que Deus está nos detalhes.

Depois de um tempo, dizendo a mim mesma: sua vida tem passado tão depressa, e você não tem vivido o que realmente deseja...Quanta tolice a minha, tão jovem e o pouco que sei, não me faz enxergar além disso.

Hemingway me responderia com um tapa: Ninguém vive com a intensidade que deseja, exceto os toureiros.

Nunca havia prestado atenção no quão prazeroso é espirrar jogando pão para os patos num dia gelado e depois caminhar contra o vento frio cortando o rosto estremecendo o corpo todo

Talvez exista intensidade nisso também...

segunda-feira, agosto 29, 2005

Under My Thumb


Li em algum lugar: quem dança Jazz, dança qualquer coisa...

Seja lá o que esteja rolando no som, vou pra debaixo do chuveiro canto, canto, canto, canto e depois vou de tapetinho até o quarto, como se o resto da casa fosse o publico, me sinto no palco.

E quando sei a letra toda, vem àquela coisa do tipo: nasci pra bilhar meu bem...

Dançar frente ao espelho é narcisismo? Então tenho tido alma de narciso, isso tem feito tão bem pro meu ego. Faço bico, balanço o ombro e mando vê com cinturinha de pilão que tenho.

Depois de horas fazendo caras e bocas e esbaldando em cremes corporais, Lá se foram discos do Bowie, Stones, The Cure, Police, passando por Led, Purple, Angela Ro Ro (é ela mesma) e Nina Simone...

Ando me sentindo uma espécie de Mick Jagger; ta certo que a boca depois desse exercício todo, não conseguiu atingir tal exotismo.

quinta-feira, agosto 25, 2005

O Bailarino.


- Gostei do beijo.
- Eu também.
- Nem ficou vermelha quando pediu.
- Tem que ficar?
- Não...(risos)
- Minha barba incomoda?
- Eu adoro
- Uma mulher que nunca beijou um homem de barba, nunca beijou um homem...
- Gostei disso também...
- Deita aqui no meu colo.
...
- Gosto da musica. Let It Be?
- Sim!
- Obrigado por colocar Beatles.
- Se você não fosse você, quem gostaria de ser?
- Deus
- Forte...
- E você?
- Rita Lee ou Rita Cadilac?
- hahahahah... Lee
- Lee ou Levi's
- Olha…
- É caiu bem pra você...
- Preciso mijar, acho que bebi muito.
- Bom, tem uma árvore ali.
- Tá...
...
- Enquanto estava na árvore pensei...
- O que?
- Quando ela foi plantada, o bairro é bastante antigo.
- Sim, e Judeu.
- Não gosta?
- Sim, Jesus é Judeu.
- Acredita em Deus?
- Se Deus não existisse seria preciso inventá-lo...
- Sócrates?
- Não, Voltaire.
- Não sei o que há em você, que fecha e abre...
- Meus olhos...
- Você é o bailarino da minha vida.
- Você é muito nova pra dizer isso.
- Silêncio...
- Ficou bravo?
- Não...
- Acredita, que sendo jovens demais, não somos capazes de saber quem é a pessoa?
- Acredito que sendo jovens demais, temos muito pra amar ainda.
- Não gostou de saber...
- Porra, não é isso!
- Nunca ouvi um palavrão vindo de você.
- Nossa, você me fez lembrar a música do Chico...
- Qual?
- "Ciranda da Bailarina" todo mundo tem pereba, xinga...etc... só a bailarina que não... Sinto-me lisonjeado.
- Eu gosto da brutalidade nas suas palavras...

07/12/2003 03:27 - São Paulo

segunda-feira, agosto 22, 2005

...



Algumas escolhas me levaram a lugares, como também me tirou deles; perdas e danos. Quem disser que há coerência na vida, se perdeu nela. Meu coração soluçando; é um abismo entre o que eu quero e o que eu suportaria ter.

A pergunta essa manhã: quanto tempo durou?

- Não sei, talvez suficiente pra sentir a perda. Lisianthus nunca mais foram os mesmos.

Perco as palavras para reticências.

terça-feira, agosto 16, 2005

Like a Rolling Stone.


A sensação que tive essa manhã ao entrar por aquele portão; foi de ter esvaziado.

Vi a vida se desfiar, abriu em mim um buraco de forma bruta. O mundo cresceu, o carro tem ar, direção, injeção eletrônica e um tal de Airbag, lembra-se do Jipe? É, ele não é mais nosso, e muito menos nos espera com as milhas acesas, a pagar o “flanelinha” que cuidou dele e irmos juntos pra festa de sexta feira escutando Like a Rolling Stone.

Senti e sinto meu corpo esticar desenfreado, rasgando a camiseta, estourando o tênis, chutar pedras de salto é tão desconfortável quanto andar de ônibus com ele. Se sentir de pernas atadas sem poder correr pra pegá-lo e com isso rezar para o semáforo fechar e ser vista pelo retrovisor.

Tomar banho e ver um terno me esperando pra uma reunião, foi como ir para o 1º dia do jardim de infância e ver minha mãe me dar tchau pela primeira vez, como se ela nunca mais fosse voltar.

Esse “crescimento” pessoal, desfalece algo, é como desacreditar que o Arco-íris tem sete cores e que ele ainda existe.

quarta-feira, agosto 10, 2005

O Tempero da Vida.


Essa festa, mostra cenas que vivencio diariamente, num boteco no final de tarde, aquele papo jogado pro ar entre fumaças e copos de cerveja, até mesmo um chocolate comprado às 02:00h da madrugada em um supermercado 24h será relatado em outros resumos. Acabei Tornando públicas, algumas pessoas existentes na minha vida, sejam elas coadjuvantes, protagonistas e apoios de elenco. A intenção seria apenas uma homenagem ao nosso querido Hemingway...Mas devo confessar que o estimulo maior veio depois de muitas conversas que tive em torno desse título, que se refere a um livro dele. Tentei parafraseá-lo inúmeras vezes tomando como ponto inicial meu amor pelo mundo e claro, pela Europa, citando outras cidades que não fosse a charmosa e homenageada da vez.

Citarei também minha ultima “aventura amorosa” que sem dúvida deixou em mim “marcas hemingwayanas”. Se eu intitulasse cada um dos amores que passaram, poderia classificá-los de A à Z na categoria de leitores, tive Junguiano ... Kafkiano... Borgiano..... Shakesperiano e por aí vai. Ouso até dizer: "Eu sou o que os homens que eu amei fizeram de mim" e muitas vezes por eles, eu quis pagar a conta do analista, pra nunca mais ter que saber quem eu sou..

Depois de um papo essa manhã, uma amiga que está do outro lado do atlântico perguntou-me: É um romance? Eu acredito que seja, é imprescindível dormir sem ter alguém pra levar nos pensamentos. Ela elaborou minha frase piegas, e nomeou como: “O tempero da vida”.
É isso, temperar a festa parisiense a dois, ao som de Ray Charles...

Ando sacal, mas a verdade é que Paris é uma festa, só pelo fato de existir, qualquer mulher que tenha sua sensibilidade, seu romantismo aguçado e recalcado sonha em ser levada às alturas sendo rodada frente à Torre Eiffel numa tarde linda do inverno Europeu.

segunda-feira, agosto 08, 2005

Peso do julgamento.


Depois de uma noite leve, a garota desperta. Olha para seus livros empoeirados na estante o primeiro “a casa sem dono”.
Começa a tirá-los do lugar cada um na sua vez, assim como; quando colocará dois anos atrás.

Começa a fazer o retrospecto, acompanhando o filme da vida, sorri para alguns e relembra. A música que a acompanha “Troubled Waters”.

Começa atingir um período, esse hoje tão longe. Limpa a poeira com as próprias mãos, todos agora, esperando um novo lugar, talvez mais merecido que o vivido por dois anos.

Lembra-se da passagem em uma leitura Kafkiana (O Processo) que fizera; “Nunca me encontrei sobre o peso de outra responsabilidade que não fosse a que fazia pesar sobre minha alma, a existência o olhar e o julgamento de outros homens”.

Revive os momentos em que se colocou numa posição desconhecida, como um autor sem sucesso, se sentiu um livreto em meio aos clássicos.

Foi muitas vezes colocada na estante, sem ser lida, disfarçada para o alheio não perceber, se empoeirou em busca de voltar aquele tempo feliz, hoje tão distante.

sexta-feira, agosto 05, 2005

For me!!!


Recebi esse presente, de um grande amigo, esse viaja muito por NY, Los Angeles e Vive no Texas em uma luxuosa residência com sua mãe. Primeiro, leiam a carta que veio junto ao presente:

Bi!

estive em Los Angeles neste último finde semana, e o homem de sua vida me encontrou, enquanto eu fazia compras em Beverly Hills. Em meio a sacolas da Prada, Chanel e Tiffany, tivemos um breve diálogo:

hey, Fedôura, como vai? (sotaque de português americanizado)
bem, e você (com muita elegância)
oh, eu precisa ir para estúdios gravar um filme de açon, entaum poude mandar isto para minha amada?
claro! Será um prazer! Fique tranqüilo, será entregue
obrigado!

E foi-se, apressado.

Fuça, você me fez ter um orgasmo superlativo! Eu tô pocando de tesão!

segunda-feira, agosto 01, 2005

Entre o Bolero e a Roda Viva.




Mesmo dormindo com Ravel ...Foi o Chico quem me acordou na sexta e me acompanhou no final de semana inteiro.

É impossível, não se sentir arrastada e sucumbida ao ser despertada dessa forma...
Fui e voltei várias vezes, caminhei, li e procurei outras coisas pra ouvir, continuei cantarolando.. “têm dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu, parece que estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu”

Não sei se perdi, não sei se a gente perde o que nunca se teve e não sei também se há respostas exatas quando nossos sentimentos estão divididos.

Tenho a sensação de que fui atropelada por um caminhão, e fiquei grudada no asfalto sem perspectiva alguma de recomposição por ora.

Sempre comentei nessa minha “Festa Parisiense” sobre amores, mas é verdade que nunca ousei dedicar um escrito a tal pessoa. Talvez por ser complicada a transcendência em falar deles sem dor.

Vou tentando com Bolero tirar a Roda Viva e os vestígios dos meus amores que ela me despertou pra essa semana.